No episódio #30 do PodVoar, podcast da Wings Company, Humberto Papera recebe Maise Pereira, fundadora da Cook Craft, para uma conversa sobre empreendedorismo, confeitaria, varejo e o processo de transformação de uma boa ideia em um modelo de negócio pronto para crescer.
A história da Cook Craft começa com um produto criativo: o Cook Cup, um copinho feito de massa de cookie, revestido com chocolate, criado para receber café e depois ser consumido. Mas o episódio mostra que uma marca franqueável não nasce apenas de um produto encantador. Ela precisa de estrutura, posicionamento, operação, visão de mercado, gestão financeira, comunicação e processos replicáveis.
Ao longo da entrevista, Maise compartilha os bastidores da construção da marca, os desafios de sair da produção artesanal para o varejo e o papel da Wings Company na formatação da franquia, na ampliação do mix de produtos e na criação de um modelo de negócio com potencial de expansão nacional.
Resumo dos principais pontos do podcast
A origem da Cook Craft: quando paixão encontra oportunidade
A Cook Craft nasceu da união entre uma fase de transição profissional e o interesse de Maise por gastronomia e confeitaria. Depois de experiências em multinacional, consultoria, academia, mestrado e doutorado, ela buscava algo que trouxesse realização pessoal e despertasse verdadeiro entusiasmo.
Foi nesse contexto que surgiu a ideia do copinho de cookie. Inspirada por um produto conhecido no exterior, Maise percebeu uma oportunidade de adaptação ao mercado brasileiro, especialmente pela forte relação do país com o café. O conceito era simples e memorável: tomar café e comer a xícara.
O desenvolvimento, porém, exigiu pesquisa, testes e muita atenção à segurança alimentar. A receita levou cerca de oito a nove meses para ser ajustada até suportar café sem se desfazer. O produto também passou por estudos de validade e embalagem, chegando a uma durabilidade certificada de 90 dias.
Do produto artesanal ao negócio B2B e B2C
Antes de se tornar uma marca de varejo, a Cook Craft começou como uma pequena operação de produção. O primeiro caminho foi vender o Cook Cup para confeitarias, padarias, bistrôs e cafeterias que buscavam oferecer uma experiência diferente aos seus clientes.
Além do mercado B2B, a marca também passou a atender consumidores finais por WhatsApp e e-commerce. Pessoas compravam o produto para presentear, servir em eventos ou criar uma experiência especial em casa.
A internet teve papel importante nesse crescimento inicial. Por meio do Instagram e de indicações, o produto começou a chegar a diferentes regiões do Brasil, alcançando pequenas e médias confeitarias que buscavam diferenciação.
O cheiro que abriu a porta do varejo
Um dos momentos mais marcantes da entrevista é quando Maise conta que a operação, inicialmente instalada como fábrica em uma sala de shopping, começou a atrair clientes pelo aroma das fornadas.
Mesmo com a porta fechada e a fachada adesivada, as pessoas procuravam a origem do cheiro e entravam para perguntar o que estava sendo produzido ali. Esse comportamento espontâneo do público revelou uma oportunidade: o produto não deveria ficar escondido. Ele precisava ser vivido, visto e experimentado.
Esse foi um ponto de virada. A Cook Craft começou a incorporar uma máquina de café, servir o produto no local e entender que havia ali uma experiência de consumo com potencial de varejo.
De Cook Cup para Cook Craft: quando o produto vira universo de marca
Durante o processo de formatação conduzido pela Wings Company, um aprendizado central foi a diferença entre produto e marca.
O Cook Cup era o produto inicial, criativo e chamativo. Mas ele não era suficiente para sustentar sozinho uma expansão por franquias. A partir da visão estratégica da Wings, a marca passou a ser reposicionada como Cook Craft, um universo mais amplo em torno do cookie.
Essa mudança permitiu ampliar o mix, estruturar uma proposta de varejo, desenvolver novos produtos, fortalecer a comunicação e criar uma marca com mais elasticidade para crescer.
A Cook Craft passa, então, a representar mais do que o copinho de cookie. Ela se torna um ateliê do cookie, com potencial para explorar sabores, formatos, experiências, combos, datas comemorativas e novidades constantes para o consumidor.
O principal desafio: profissionalizar a paixão
Maise destaca que muitas pessoas entram na confeitaria porque gostam do produto, da receita, da criação e da alquimia envolvida no processo. Mas empreender em confeitaria exige muito mais do que fazer algo gostoso.
O episódio reforça uma ideia essencial: produto bom é apenas uma parte da decisão do consumidor e do investidor. Para sustentar um negócio, é preciso pensar em operação, margem, processos, exposição de produto, treinamento, vitrine, embalagem, logística, financeiro e posicionamento.
A maior dificuldade relatada por Maise não foi criar o produto, mas virar a chave para estruturar o negócio de forma profissional. Esse ponto é especialmente relevante para empreendedores que têm uma boa ideia, mas ainda não transformaram essa ideia em um modelo escalável.
A importância de buscar especialistas antes de crescer
Quando questionada sobre o que faria diferente se começasse do zero, Maise afirma que buscaria conhecer melhor o mercado, a concorrência e os parceiros certos desde o início.
Essa resposta revela um aprendizado importante: não é preciso construir tudo sozinho. O crescimento se torna mais seguro quando o empreendedor se alia a pessoas e empresas que já têm experiência em áreas complementares, como operação, jurídico, finanças, marca, embalagem, varejo e franquias.
No caso da Cook Craft, a atuação da Wings Company ajudou a acelerar decisões que poderiam levar anos para serem organizadas internamente. A formatação trouxe método, clareza e segurança para transformar uma marca promissora em uma franquia com estrutura de expansão.
Estrutura para o franqueado: fábrica, logística e padronização
Um dos diferenciais da Cook Craft é ter nascido como fábrica. Segundo Maise, isso permite que a franqueadora forneça cerca de 90% dos insumos utilizados nas futuras lojas.
Esse modelo fortalece o controle de qualidade, facilita a padronização, melhora a gestão dos produtos e dá mais segurança para o franqueado. Além disso, a marca já desenvolveu aprendizados sobre embalagem, validade, sabores, operação e rentabilidade.
Outro ponto relevante é a capacidade de inovação contínua. Por atuar na área de confeitaria com produção própria, a Cook Craft pode testar novos produtos, criar lançamentos e manter o varejo sempre abastecido com novidades, sem perder a base dos itens mais rentáveis.
Expansão por franquias: o próximo passo da Cook Craft
Ao final do episódio, fica claro que a Cook Craft inicia uma nova fase: a expansão por franquias. A marca quer levar a experiência do Cook Cup e do universo dos cookies para mais pessoas, em diferentes cidades do Brasil.
A visão é crescer com franqueados que se conectem com o produto, gostem de lidar com o público e tenham interesse em proporcionar uma experiência diferente no segmento de confeitaria.
A expansão também se apoia em uma percepção já validada: antes mesmo da estrutura de franquia, o produto já era enviado para diversas regiões do país. Isso indica que existe curiosidade, aceitação e potencial de mercado para a marca além da loja atual.
Relação entre o tema do episódio e a Wings Company
A conversa com a Cook Craft traduz, na prática, a atuação da Wings Company como consultoria de inteligência em negócios, formatação de franquias e crescimento estratégico.
O episódio mostra que transformar uma ideia promissora em uma marca franqueável exige muito mais do que entusiasmo. É necessário construir um modelo de negócio claro, com operação organizada, posicionamento de marca, comunicação consistente, processos replicáveis e visão de longo prazo.
A Wings Company contribui nesse tipo de jornada ao unir estratégia de marca, modelagem de negócios, formatação de franquia, estrutura operacional, desenvolvimento de processos e direcionamento para expansão. No caso da Cook Craft, essa atuação ajudou a empresa a sair de uma lógica centrada em produto para uma visão mais ampla de marca, experiência e varejo.
Essa conexão é especialmente importante para negócios gastronômicos, marcas autorais, operações de varejo e empresas que desejam crescer sem perder identidade. A presença digital, a comunicação corporativa, o posicionamento digital e a autoridade de marca também se tornam parte desse processo, porque uma franquia precisa ser compreendida, desejada e reconhecida pelo mercado.
Destaque do serviço mais relacionado: Formatação de Franquia
O serviço da Wings Company mais diretamente relacionado ao episódio é a Formatação de Franquia.
A trajetória da Cook Craft mostra exatamente o que esse serviço precisa resolver: transformar um negócio com potencial em um modelo estruturado, replicável e preparado para receber franqueados.
Na prática, isso envolve analisar a marca, estudar o mercado, revisar o mix de produtos, construir o modelo financeiro, organizar processos, definir padrões operacionais, ajustar a comunicação, estruturar a experiência do cliente e preparar a empresa para crescer com mais segurança.
No episódio, a Cook Craft deixa de ser apenas uma operação criativa de confeitaria e passa a ser uma marca com proposta de expansão. Essa mudança não elimina a essência original da empresa. Pelo contrário: fortalece aquilo que já era especial e organiza o que precisa ser replicado.
Para negócios que querem franquear, esse é um ponto decisivo. Franquia não é apenas vender uma unidade. É transferir conhecimento, processo, posicionamento, operação e valor de marca para outra pessoa executar com consistência.
O crescimento acontece com produto bom
O episódio com a Cook Craft mostra que o crescimento não acontece apenas quando uma marca tem um produto bom. Ele acontece quando a empresa entende o próprio potencial, organiza sua operação e constrói uma estratégia capaz de sustentar a expansão.
A história de Maise revela a força da paixão empreendedora, mas também mostra os limites de crescer apenas por intuição. Ao transformar o Cook Cup em Cook Craft, a marca ampliou sua visão, ganhou repertório de varejo e passou a se preparar para um novo ciclo: a expansão por franquias.
Para a Wings Company, esse episódio reforça uma mensagem central: negócios promissores precisam de método para crescer. Quando estratégia, operação, marca e experiência caminham juntas, uma boa ideia deixa de ser apenas um produto interessante e passa a se tornar uma empresa com capacidade real de escala.
FAQ otimizado
O que é a Cook Craft?
A Cook Craft é uma marca de confeitaria criada a partir do Cook Cup, um copinho de cookie revestido com chocolate que permite tomar café e depois comer a xícara.
Qual foi o principal desafio da Cook Craft antes da expansão?
O principal desafio foi transformar um produto criativo em um negócio estruturado, com processos, operação de varejo, mix de produtos, controle financeiro e modelo replicável.
Como a Wings Company participou da evolução da Cook Craft?
A Wings Company apoiou a Cook Craft na formatação da franquia, no reposicionamento da marca, na ampliação do mix, na estruturação operacional e na preparação para expansão.
Por que um produto bom não é suficiente para franquear?
Porque uma franquia precisa de operação padronizada, margem saudável, processos claros, treinamento, comunicação, logística e suporte ao franqueado.
Qual serviço da Wings Company mais se conecta com esse episódio?
O serviço mais relacionado é a Formatação de Franquia, pois o episódio mostra a transformação da Cook Craft em uma marca preparada para crescer por meio de unidades franqueadas.
A Cook Craft tem potencial de expansão nacional?
Sim. A marca já vendia seus produtos para diferentes regiões do Brasil antes da expansão por franquias, o que indica aceitação e potencial de crescimento em novos mercados.